Pra Quem gosta do blog...

Antes de tudo Oiiii, né?


Então.
Oi.

E Tchau.

Brinks rs.

Assim, gente. Eu sei que tem gente que vem aqui todos os dias em busca de novidades, inspiração ou simplesmente gosta de estar aqui. Mas o fato é que é final de ano e vocês sabem como é, não sabem?

Prometo não abandonar aqui mas não prometo postar com frequência. Mas postarei sempre que tiver tempo e a inspiração brotar :D yehhhhhh!

Não me esqueçam, por favor.

E se quiserem entrar em contato comigo é só me adicionar (e vir falar) nas redes sociais:

É aqui embaixo ó, não custa nada u.u


Afinal, o que é a vida perfeita?

Eu sempre sonhei em ter uma vida digna de um filme best-seller, que nem um musical, um livro interessante e divertido, uma série viciante. E tudo que eu via era um suspiro triste, um olhar abandonado, uma solidão inacabável.

Foi quando eu percebi que eram os meus olhos, a minha visão, a minha forma de ver a vida. E eis o segredo que brilha e pisca no fim da grande porta. Não é exatamente um lugar, não é algo que você chega lá e pronto. É sensibilidade. É permitir-se. É percepção de vida. É maturidade. É crescimento. É mais amor. Sim, "MAIS AMOR, POR FAVOR". É... Como enxergamos o mundo em nossa volta. Simples mas profundo.

Digo isso porque eu sempre via a vida de uma perspectiva sangrenta e dolorida, sempre por um ponto negativo, me prendia a situações negativas do meu passado, nos traumas, nas pessoas que me fizeram mal. Hoje vejo que cada um tem um histórico de vida e somente nós mesmos sabemos o que se passa dentro de nosso corações. Vejo que sempre julguei aqueles que feriram meu coração mas nunca parei pra pensar que eles também foram feridos, que não sou perfeita e que já machuquei pessoas também.

A forma como as pessoas nos tratam pode ser advinda de inúmeras possibilidades: personalidade, criação, ambiente, traumas entre muitas outras coisas. O fato é que se você enxergar o outro como um outro ser humano, com seus defeitos e falhas, com suas lembranças (boas e más), com seus sonhos e anseios, sua vida se torna diferente. Diferente? diferente porque você passa a compreender melhor, a se colocar no lugar do outro e a não pensar só em você mesmo.

Eu sempre quis ter milhares de amigos. Ter me divertido um monte na escola e não ter sofrido tanto bullying. Porém, atualmente, enxergo que tinha de ser assim. Minhas escolhas. Que tudo que aconteceu em minha história ajudou a construir quem sou hoje.

Eu sempre quis que eu e minha irmã fôssemos as melhores amigas que existiam nos seriados em que eu assistia. Porém eu não via que aquelas histórias eram fictícias e que até mesmo em alguns episódios elas se desentendiam. Parece bobo mas ficar reclamando e querendo uma vida que não existe é sempre mais confortável.

Não existem amizades perfeitas, amores perfeitos, vidas perfeitas. Podem até existir nas histórias mas a vida real é cruel e ela não hesita em te tascar um tapa quando for necessário ou até mesmo quando você não estiver esperando. A vida faz com que valorizemos quem somos e que estejamos perto de quem gosta da gente, quem nos aceita, quem nos entende. Compreendi que, ao fechar os olhos por alguns momentos, posso enxergar mais claramente o que existe ao meu redor. Posso perceber que o que eu tenho é que era pra ser e isso me basta. E que posso sonhar em ter mais mas que devo agradecer por estar viva e pelas pessoas que tornam minha existência muito mais significativa e empolgante.

Hoje agradeço pelo que eu vivi, pelo que eu tenho, por quem sou, que está longe de ser perfeito, mas que faz parte de mim.

Vida perfeita é aquela que a gente sonha, mas que na verdade a gente não quer porque tudo seria incrivelmente chato se fosse perfeito.

* Escrevi esse texto porque vim muito inspirada do blog da Bruna Vieira :)


Meia 3/4

Ele estava me explicando como iríamos proceder com o trabalho. Um cargo acima do meu, os outros o veem como chefe porém posso considerá-lo meu colega de trabalho. Eu resolvi me vestir diferente hoje. Invés do conjuntinho de sempre (do combo blazer + calça), eu resolvi colocar uma camisa branca, uma saia um pouco acima do joelho, minhas sapatilhas pretas, e tive uma vontade maior do que eu de colocar minha meia 3/4 branca. Quase uma colegial, penso eu. E apesar dos meus 23 anos de idade, eu pouco me importava. Estava afim de me sentir jovem. Uma menininha. Alguém diferente de quem costumo ser.

Essa mania das pessoas quererem que sejamos uma só me entedia. Eu posso ser várias dentro de uma única pessoa. Posso ser Maria, Bruna, Elizabete, Verônica, Sabrina e quem mais eu quiser ser. Só eu sei quem sou, mais ninguém. E determinada a agir por minha própria vontade, sem pensar no que os outros iriam julgar, me vesti assim.

Ele começa a me criticar gratuitamente na frente dos outros funcionários. Falando de mim, de minha aparência. Faço cara feia para ele e simplesmente saio da sala. Enquanto estou caminhando rapidamente para o banheiro, sou surpreendida quando sinto sua presença em minhas costas . Olho pra trás, lá está ele. Com o olhar fulminante ele me pega pelo braço. Não sei se está com raiva ou com excitação (difícil saber). Estou ofegando... ele me puxa para seu peito com força, minhas pernas ficam frouxas, meu corpo todo está formigando, vivo.

Nunca pensei que pudesse me sentir atraída por esse cara. Mais velho (ele deve ter entre 35 e 40 anos), intimidador e mandão. O encaro decidida, apesar de estar frágil, e digo "Sabe que posso processá-lo por assédio sexual?", ele sorri e retruca num sussurro "Mal posso esperar." Sua respiração quente me deixa tensa e sem ação. De repente, ele me agarra e me beija profundamente. Sua boca ávida procura a minha e me explora com intensidade e desejo. Sem aviso, sem discrição, sem sutileza, sem permissão. Eu já desconfiava que ele me desejava mas não tanto. Após o beijo dou um passo pra trás assustada. Ele vem, elegantemente, em minha direção. Nunca vi esse homem sorrir desse jeito antes. Um sorriso largo e aberto. Pega meu queixo, me dá um selinho demorado "Duvido que depois dessa eu seja processado." Ele é tão arrogante e prepotente. Como ele sabe que eu gostei?

Faço uma cara bem feia e adentro no banheiro feminino quase sem fôlego. Meu Deus, ele não tem o mínimo de noção! Lavo o rosto, prescruto-o, passo os dedos em minha face tentando adivinhar quem sou e o que estou sentindo nesse exato momento. Sou surpreendida por um abraço por trás. Ele faz um sinal com o dedo indicador, sobre seus lábios carnudos, pedindo silêncio. Me puxa contra seu corpo e consigo sentir seu calor e empolgação. Ele abre uma das portas do banheiro e me empurra lá pra dentro. "Você quer... eu sei" sua voz é quase rouca, extremamente sensual. Olho pra baixo, tímida e intimidada. "Responda. Quero ter certeza. Se você não quer é só me dizer que eu vou embora." diz me intimidando ainda mais. "Sim, eu quero...", falo com a voz fraca. Seu rosto muito próximo do meu. Seu cheiro inebriante... Sua boca entreaberta... Começamos a nos beijar. Ele me empurra para uma das paredes. Coloca a minha perna esquerda sobre a tampa do vaso e infiltra seu corpo entre as minhas pernas. No meio de um beijo ardente ele sibila que me ama. Amar? Nos conhecemos faz 1 ano e meio e ele já me ama? Um Barulho. Ele tapa minha boca com a mão. Murmura bem baixinho em meu ouvido "Cala a boca, não se mexa." Por que essas simples palavras me deixam em brasa, em combustão na mesma hora?

Duas vozes femininas deixam o banheiro e batem a porta. "Sempre quis sentir esse perfume, esse teu gosto de menina", os olhos ardendo. "Não sou uma menina, sou uma mulher" retruco veementemente como uma criança mal criada. "Eu sei - ele faz uma pausa- E é isso que me deixa louco. Uma mulher com alma de menina. - sorri - Eu sei a mulher que você é. Uma pena que viva escondida embaixo dessa casca." Fico muito irritada. "O que???!!!! Olha eu..." Antes que eu possa responder ele me tasca um outro beijo apaixonado e tão logo estou entregue em seus braços.

"Menina, volte ao trabalho. Cochilando a essa hora?!" Ele grita. Nossa, eu cochilei? Dormi? Meu Deus. Tudo não passou de um devaneio, um sonho? Ele está sorrindo com o canto da boca e balançando a cabeça, com as mãos na cintura. "Desculpe" sibilo. Ele revira os olhos e sai. Mal posso acreditar em mim mesma, que minha imaginação possa ir tão longe. Parecia tudo tão real. Será que tenho um desejo tão profundo e sigiloso por este homem? Ainda me sinto fraca e incrédula. Ele começa a gritar da sala dele. Eu vou ter que ir no banheiro. Não estou me sentindo nada bem... Olho para minha roupa e é a mesma do sonho. Estou me sentindo tonta e apavorada. Eu tenho certeza que ele não faria nada de mal ou contra a minha vontade mas... Que merda! O que realmente aconteceu?

"No Banheiro? De novo?"



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